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| ASPECTOS MOTIVACIONAIS QUE LEVAM HOMENS E MULHERES A ADQUIRIREM LICENÇA PARA DIRIGIR |
O objetivo deste trabalho é identificar o que motiva as pessoas a
adquirirem licença para dirigir (C.N.H.). Motivação pode ser definida como um
conjunto de fatores que despertam e influenciam internamente a conduta, os
desejos, os interesses e as necessidades fisiológicas do indivíduo. Maslow
desenvolveu uma escala hierárquica de necessidades classificando-as como:
necessidades fisiológicas como, por exemplo, o sentir fome, sono, moradia;
necessidades de segurança que envolve proteção contra o perigo ou privação:
necessidades sociais no sentido de inclusão e integração em grupos;
necessidades de estima mobilizadas pelo desejo de ser reconhecido, amado e
alto respeitadas; necessidades de alto realização abrangendo a utilização plena
dos talentos individuais e realização do potencial. Neste trabalho foram
entrevistados 252 pessoas, um grupo contendo 146 homens e outro grupo
contendo 106 mulheres, os motivos foram classificados de acordo com a escala
hierárquica acima descrita.
Os resultados obtidos foram os seguintes:
As necessidades fisiológicas não foram apontadas como motivo em nenhum
dos grupos. A necessidade de segurança foi apontada como motivo por 30% da
mulheres e 8% dos homens, a necessidade de participação foi apontada por
15% das mulheres e 23% dos homens;a necessidade de estima foi apontada por
26% das mulheres e por 19% dos homens, enquanto a necessidade de auto
realização foi apontada por 30% das mulheres e por 50% dos homens.
Desta forma podemos concluir que as mulheres estudadas são motivadas à o
obtenção da CNH pela necessidade de segurança e auto realização, enquanto
os homens buscam predominante atender à necessidade de auto realização.
Estudo da excitabilidade, impulsividade e agressividade em mulheres que
exercem atividade remunerada extra domiciliar em mulheres que se dedicam
exclusivamente às atividades do lar. Cereser, R.F.
O objetivo foi verificar diferenças nos parâmetros de excitabilidade,
impulsividade e agressividade entre as mulheres casadas que exercem atividade
remunerada extra domiciliar (grupo A) e as mulheres casadas que dedicam às
atividades do lar (grupo B). Foram examinadas 148 mulheres alfabetizadas,
casadas, com idade entre 20 e 50 anos. O grupo A foi composto por 68 mulheres
e o grupo B foi composto por 80 mulheres. Estas foram submetidas à avaliação
de personalidade através do teste Psicodiagnóstico Miocinético e seus dados
mensurados de acordo com a tabela relativa à população com características
determinadas por idade, sexo, instrução e padronizadas de acordo com a
realidade brasileira, proposto por Mira Y Lopes (1987).
Segundo Mira Y Lopes, excitabilidade esta relacionada à energia química
(metabólica) cerebral, podendo ser aumentada e por vezes desmedida na
presença da estimulação. Impulsividade é caracterizada pela atividade
irrefletida ou que não pode ser controlada pelo próprio indivíduo. A
agressividade é entendida como uma força que leva o indivíduo a uma atitude de
afirmação e domínio pessoal perante qualquer situação, podendo ser positiva ou
negativa considerando sua intensidade. O resultado obtido indicou que 16% das
mulheres do grupo A apresentaram excitabilidade acima dos parâmetros de
normalidade, enquanto que 44% das mulheres do grupo B apresentaram o mesmo
traço. Em 16% das mulheres do grupo A a impulsividade esta acima da
normalidade, o mesmo se verificando em 32% das mulheres do grupo B. A
agressividade mostrou-se predominantemente dentro da normalidade em ambos
os grupos. Desta forma podemos concluir que existe uma tendência maior à
excitabilidade e impulsividade no grupo composto por mulheres do lar que não
desenvolvem atividades remuneradas extra domiciliar.
| PERFIL DO MOTORISTA INFRATOR - RESUMO |
AVALIAÇÃO DO PERFIL DO MOTORISTA INFRATOR, ATRAVÉS DO
P.M.K - Rosenilse Fava Cereser
Dentre as preocupações relacionadas com o trânsito, destaca-se o fato de
que 80% dos acidentes ocorrem por fatores humanos.
Os motivos associados aos acidentes podem ser de várias naturezas
incluindo o auto-extermínio. Os acidentes muitas vezes são resultados de
comportamentos conhecidos como infração. O comportamento infrator é
multifatorial, assim alguns estudos o relacionam à desajustes de
personalidade.
O presente trabalho visa diagnosticar o perfil de personalidade do
motorista infrator. Para isto foram aplicados testes de personalidade (P.M.K -
Psicomiocinético) em cinqüenta indivíduos, condenados pela Justiça e
submetidos ao curso de reeducação e modificação da conduta inadequada no
trânsito (reciclagem), no município de Jundiaí.
O instrumento utilizado foi o P.M.K. , cuja sua fundamentação científica,
possibilita detectar características de ajuste ou desajuste da personalidade
do indivíduo, extremamente necessárias ao motoristas, tais como: energia de
vida, agressividade, relacionamento interpessoal, atitudes de caráter rígido e
impulsivo, bem como traços de alcoolismo.
Os resultados obtidos e mensurados no teste de personalidade (P.M.K.),
indicam que predominantemente estes motoristas infratores, apresentam tais
características de personalidade:
- Aumento da emotividade, que pode levá-lo ao descontrole emocional.
- Tendência intratensiva, que define este indivíduo como aquele que tem
dificuldades de se relacionar socialmente.
- Oscilação entre atitudes inibitórias e excitadas (atitudes aumentadas),
que foram identificadas na discrepância o cumprimento linear dos traçados,
tendo como responsável as informações alteradas do SNC, possivelmente ocasionadas por ingestão de álcool.
- Predomínio do raciocínio concreto.
As conclusões até o momento são parciais em função de estarmos avaliando
novos infratores condenados pela Justiça, contudo estes dados corroboram
com os da literatura onde são descritos aumento da auto-agressividade
endógena, instabilidade tensional e forte emotividade endógena, levando-nos a
crer que o estudo da personalidade do sujeito infrator pode nos fornecer
recursos importantes para o aprimoramento das técnicas de avaliação de
futuros condutores, bem como para a elaboração de projetos de reeducação.
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